aqui ou algum lugar

Reflexões de Cotidiano, crônicas sobre os aspectos mais corriqueiros das nossas vidas, do sentido da vida à mobilidade urbana, e tudo mais o que puder fazer aqui ou qualquer lugar melhor. Vamos pensar juntos?!

Turismo de Cotidiano. Um estilo de viajar, a partir de experiências e atenção sobre o dia-a-dia. Conhecer algum lugar além dos principais atrativos turísticos. Por seu sabores, cheiros, costumes e histórias que fazem qualquer local muito especial. Vamos viajar juntos?

Sabático, palavra de origem hebraica que significa repouso, é um período que algumas pessoas decidem tirar para repensar suas carreiras e vidas. Sair da rotina para tomar novos rumos. Conheça como foi a experiência!

O que é comida boa?

23/09/2014

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Paladar

Estou descobrindo o prazer de cozinhar! Até porque o prazer de comer eu já descobri faz tempo… E cada vez mais pensando sobre o que levamos à boca e ao corpo. Não sei, talvez quando você começa a cozinhar mais, a relação com sua comida também vai se transformando. A conhecida máxima de que “você é o que você come” começa a fazer mais sentido, assim como a consciência de cada ingrediente que faz parte de um prato.

Depois de um final de semana delicioso dedicado à comida, não podia deixar de falar sobre o tema. Tive a oportunidade de estar no 8º. Paladar Cozinha do Brasil, promovido pelo Estadão, o que fervilhou ainda mais minha cabeça sobre tudo o que tenho pensado sobre comida. Sem contar as receitinhas que estou com vontade de testar em casa depois de tantas ideias e novas técnicas aprendidas. Aquela sensação de alquimista que eu fico quando cozinho, que pode transformar castanhas em leite por exemplo. Aprendi como fazer durante a aula do chef Fábio Vieira no evento, e quero tentar repetir a façanha em casa. Prometo contar, dando certo ou errado!

Pelo fato de não comer muita carne, apenas peixe, já sou conhecida entre os meus amigos como natureba, apesar de não merecer tal classificação. Só porque curto muito legumes! Muito mesmo e desde pequena! Bem no estilo daquela criança da chicória de um conhecido comercial. Minha prima Claudia sempre conta histórias hilariantes sobre minha paixão por abobrinha refogada.

Porém, mais do que natureba ou não, alimentação balanceada, certo ou errado, proporções no prato ou quantidade de calorias, ando mesmo pensando na qualidade do que a gente come. Principalmente se é mesmo Comida, fortemente influenciada pela abordagem do Michael Pollan, jornalista que tem estudado sobre comida há mais de 20 anos, autor de sete livros sobre o tema. Desde que vi sua palestra na Flip,  tenho acompanhado um pouco mais sobre o tema e as reportagens a respeito. Ainda não li o livro, mais um que está na minha listinha interminável das obras que me aguardam na estante. Mas como o Lucas aqui em casa leu, então fico sabendo um pouco mais.

Michael Pollan na Flip 2014

Michael Pollan na Flip 2014

Como comida de verdade”, essa é uma das regras principais recomendadas por Michael Pollan. Mas o que é comida de verdade? “Feita por pessoas” e “aquilo que sua avó reconheceria como comida”, outras conhecidas citações do autor, praticamente um grito de independência à comida pronta, processada e industrializada.

Uma coisa é fato! Comida feitinha por alguém sempre é mais gostoso. Um exemplo clássico é o básico molho de tomate natural e  processado, a diferença já diz muito só pelo sabor. Como sou fã de carteirinha de feiras livres, cada vez mais tenho sentido  esse tipo de diferenças quando se usa um alimento fresco e natural. Na defesa por alimentos saudáveis, saborosos e sustentáveis, soma-se ainda a esta discussão a questão sobre orgânicos ou não, dividindo interesses, sentimentos e opiniões.

Outro ponto importante também é a proximidade do consumo do alimento ao local onde é produzido. Faz total sentido, a gente comer alimentos produzidos perto de nós. Se pensarmos apenas na logística de transporte, já dá para fazer algumas contas de sustentabilidade econômica, social e ambiental. Recentemente fiquei curiosa se minha “pegada ecológica” havia mudado porque não tenho mais carro. E lá estava a pergunta se meus hábitos de consumo privilegiavam alimentos produzidos no Brasil. Num país com as dimensões continentais como o nosso, a pergunta deveria ser a preferência por alimentos produzidos na sua região.

Pontos que também são defendidos pelo chef André Mifano na última edição do Paladar, com uma abordagem um pouco mais pirotécnica e performática do que o Michael Pollan, ainda assim com a mesma essência: valorizar pequenos produtores e evitar alimentos industrializados. Além de evitar o desperdício e “aproveitar até o caroço”, outro tema do Paladar. Desperdícios que fazemos todos os dias, seja por não saber o que é possível fazer com uma parte do alimento, seja por não achar que está “bonito” suficiente. Quanta coisa a gente joga fora por que não está bonita, mas estaria perfeitamente “comível”? Sempre que se fala em desperdício de comida, me lembro do documentário Ilha das Flores, curta-metragem brasileiro da década de 80. Lição marcante dos tempos de escola! E quantos alimentos não estamos desperdiçando por aí?!

Esses e outros tantos tópicos de culinária e alimentação mais saudável, sustentável e saborosa, que encontram defensores e algozes para todos os lados. Vegetarianismo? Fritura? Bactérias? Fermentados? Glúten? Lactose? O que me parece é que, como tudo na vida, os excessos que atrapalham. Uma torta pronta congelada com salada muitas vezes ajuda de vez na correria do dia-a-dia. Fazer comida em quantidades maiores e congelar em pequenas porções também. Comer de tudo um pouco, sem exagerar e sem passar vontade, o melhor dos mundos!

De regra mesmo, estou tentando seguir o lema resumido de Michael Pollan: Coma comida. Não muita. Principalmente vegetais. E se for saboroso, complemento com uma pergunta: Qual é a receita?

food

 

Para quem se interessa no assunto, vale a pena conferir uma entrevista super completa de Michael Pollin no Planeta Sustentável.

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